De repente uma felicidade toma conta de mim. Meus lábios abrem um sorriso que nem eu esperava acontecer. Fico quieta uns minutos para ver se ela veio por acaso, só de passagem. Mas não. Ela ficou. A felicidade tomou conta mesmo e com isso até me atrevo a soltar uma gargalhada. E não soa falsa, é a gargalhada mais sincera que eu poderia dar sozinha.
Aumento o som e fecho os olhos. Meu corpo segue lentamente o ritmo da música. É inverno, o dia lá fora é branco, faz um frio razoável e acho que é a primeira vez que me sinto muito completa com tudo isso. Eu não poderia me sentir mais feliz.
As palavras vão sumindo aos poucos. Acho que não se tem muito o que dizer sobre a felicidade quando se sente ela. Eu bem que tento, mas por medo dela ir embora depois que a música acabar, páro por aqui para curtir esse singelo momento que me preenche.
E antes que eu perceba, a música acaba e quando a seguinte começa me surpreendo. Não imaginava que a felicidade poderia ficar mais viva do que a que eu sentia segundos antes. Me dou conta que eu estou sorrindo de novo.
(Ouvindo: Damien Rice - The Animals Were Gone)
no. 028 - Apontamentos 12 (Por mim, o Instagram e o Facebook podiam falir)
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Sabe, muito me preocupa o fato de deixarmos toda a nossa memória de vida
presa em rede sociais. Pensa uma coisa: se a empresa do Facebook fechar as
porta...
Há 4 anos